a caixa de pandora
Terça-feira, Novembro 27, 2007
uma flor
achei você no meu jardim
entristecido
coração partido
bichinho arredio
peguei você pra mim
como a um bandido
cheio de vícios
e fiz assim, fiz assim
reguei com tanta paciência
podei as dores, as mágoas, doenças
que nem as folhas secas vão embora
eu trabalhei
fiz tudo, todo meu destino
eu dividi, ensinei de pouquinho
gostar de si, ter esperança e persistência
sempre
a minha herança pra você
é uma flor com um sino, uma canção
um sonho em uma árvore ou uma pedra
eu deixarei
a minha herança pra você
é o amor capaz de fazê-lo tranqüilo, pleno
reconhecendo o mundo
o que há em si
e hoje nos lembramos
sem nenhuma tristeza
dos foras que a vida nos deu
ela com certeza estava juntando
você e eu
achei você no meu jardim
entristecido
coração partido
bichinho arredio
peguei você pra mim
como a um bandido
cheio de vícios
e fiz assim, fiz assim
reguei com tanta paciência
podei as dores, as mágoas, doenças
que nem as folhas secas vão embora
eu trabalhei
fiz tudo, todo meu destino
eu dividi, ensinei de pouquinho
gostar de si, ter esperança e persistência
sempre
a minha herança pra você
é uma flor com um sino, uma canção
um sonho em uma árvore ou uma pedra
eu deixarei
a minha herança pra você
é o amor capaz de fazê-lo tranqüilo, pleno
reconhecendo o mundo
o que há em si
e hoje nos lembramos
sem nenhuma tristeza
dos foras que a vida nos deu
ela com certeza estava juntando
você e eu
posted by déa, 2:06 AM
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2:06 AM
Quinta-feira, Novembro 22, 2007
vida boa é na beira do mar
deslocados, os surfistas andam pelo solo. acabam boiando quando longe de onde se sentem mais confortáveis. eles são do mar. lá eles flutuam. é mergulhando que o menino peixe respira aliviado, esquece o peso dos pés e relaxa. a agonia fica por conta das horas que passa longe do que lhe parece natural. a maior das casas. onde é tudo. e nada. nada mais.
apressados, os homens correm pelo concreto. carregam nas costas a dureza da cidade, são tomados pelo negro do asfalto e pisam com pés de blocos maciços e cinzentos. fogem da trilha das buzinas para o acalanto das ondas que quebram na beira-mar. junto com as ondas, pulam a rotina e caminham pelas águas. se permitem fluir, ninar. se entregam ao balanço, ficam maleáveis, se deixam influenciar. e então vão na onda. hipnotizados, bailando ao som que reverbera de além do horizonte. e assim se deixam levar pelo imaginário, o ideal em dias tão sólidos. abraçados pela válvula de escape da terra firme.
leves, os pássaros batem asas por aí. podem ir a quase todo lugar. mas até eles que tem o céu, não abrem mão do mar. deixam de voar, sonho de tanta gente, para molhar os pezinhos num banho de sal. quanta doçura. só partem em revoada quando a água avança. vez por outra pousam novamente, brincam de “olha a onda!”, viram crianças. depois da diversão voltam para o ar. mas vezenquando resolvem obedecer a gravidade e tornam a descer pra lá.
azul, verde, marrom, transparente, a imensidão contorna o mundo. é comunhão de sentidos, cores, tipos. por tantas peculiaridades se torna plural. bem querer geral e particular. e por ser ao mesmo tempo muitos e um só, que aqui aparece assim, cru, “preto no branco”, indo além da força de expressão. cabe ao observador pintar da cor que desejar, lembrar ou sonhar. na terra, cada um tem seu (a)mar.
*de um projeto fotográfico arquivado.
deslocados, os surfistas andam pelo solo. acabam boiando quando longe de onde se sentem mais confortáveis. eles são do mar. lá eles flutuam. é mergulhando que o menino peixe respira aliviado, esquece o peso dos pés e relaxa. a agonia fica por conta das horas que passa longe do que lhe parece natural. a maior das casas. onde é tudo. e nada. nada mais.
apressados, os homens correm pelo concreto. carregam nas costas a dureza da cidade, são tomados pelo negro do asfalto e pisam com pés de blocos maciços e cinzentos. fogem da trilha das buzinas para o acalanto das ondas que quebram na beira-mar. junto com as ondas, pulam a rotina e caminham pelas águas. se permitem fluir, ninar. se entregam ao balanço, ficam maleáveis, se deixam influenciar. e então vão na onda. hipnotizados, bailando ao som que reverbera de além do horizonte. e assim se deixam levar pelo imaginário, o ideal em dias tão sólidos. abraçados pela válvula de escape da terra firme.
leves, os pássaros batem asas por aí. podem ir a quase todo lugar. mas até eles que tem o céu, não abrem mão do mar. deixam de voar, sonho de tanta gente, para molhar os pezinhos num banho de sal. quanta doçura. só partem em revoada quando a água avança. vez por outra pousam novamente, brincam de “olha a onda!”, viram crianças. depois da diversão voltam para o ar. mas vezenquando resolvem obedecer a gravidade e tornam a descer pra lá.
azul, verde, marrom, transparente, a imensidão contorna o mundo. é comunhão de sentidos, cores, tipos. por tantas peculiaridades se torna plural. bem querer geral e particular. e por ser ao mesmo tempo muitos e um só, que aqui aparece assim, cru, “preto no branco”, indo além da força de expressão. cabe ao observador pintar da cor que desejar, lembrar ou sonhar. na terra, cada um tem seu (a)mar.
*de um projeto fotográfico arquivado.
posted by déa, 5:11 PM
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5:11 PM
Domingo, Novembro 18, 2007
nós entre nós
quando digo que agora
te amo pra sempre
espero que entenda:
agora pode ser pra sempre
o sentimento momento
pode se descobrir eterno
só
depende de
nós
e há
nós
(h)a-penas
nas coisas enlinhadas
demais complicadas
nas coisas pequenas
mas nós
nósomosimplesmente nós
atados
em-laçados
com laço forte
mas sem engodo
é voluntário
movido pelo músculo
ma(i)s involuntário
o que sinto
*o amor é uma companhia
alberto caeiro
quando digo que agora
te amo pra sempre
espero que entenda:
agora pode ser pra sempre
o sentimento momento
pode se descobrir eterno
só
depende de
nós
e há
nós
(h)a-penas
nas coisas enlinhadas
demais complicadas
nas coisas pequenas
mas nós
nósomosimplesmente nós
atados
em-laçados
com laço forte
mas sem engodo
é voluntário
movido pelo músculo
ma(i)s involuntário
o que sinto
*o amor é uma companhia
alberto caeiro
posted by déa, 5:08 PM
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5:08 PM
Quarta-feira, Novembro 07, 2007
achados de última página de caderno
- entre plantar a árvore e etceteras... escolhi escrever o livro
- e escolheu o mais difiícil por que? como você vai preencher aquele monte de folhas brancas, menina?
- minha cabeça tem um monte de coisas pra dizer e eu não consigo guardar só pra mim
- entre plantar a árvore e etceteras... escolhi escrever o livro
- e escolheu o mais difiícil por que? como você vai preencher aquele monte de folhas brancas, menina?
- minha cabeça tem um monte de coisas pra dizer e eu não consigo guardar só pra mim
posted by déa, 12:41 AM
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12:41 AM