A Caixa de Pandora
Domingo, Julho 30, 2006
é como dizem
a vida é bela
a gente é que complica ela.
a vida é bela
a gente é que complica ela.
Terça-feira, Julho 18, 2006
portas fechadas, janelas abertas
às vezes eu desejo ouvi-lo gritar
sobre a cidade que poderíamos ter construído
com aquela cor-qualquer da aquarela que sonhávamos
juntando pedaços de matérias anti materiais
misturar lama dos manguezais
com a alma de nossos pais
num caldeirão de tudo que mereça perdão
onde extrairíamos a pureza das impurezas
- eu sei, até elas têm um lado santo
e ao redor entoaríamos canções de alvorada
sussurros, preces, partidos pagãos de um mundo alto
daí então continuaríamos montando nossas casas-de-palavras
passando a linha entre os buracos vazios de idéias
armando nossa teia desvelada
e nos munindo de comida
comida pra... mente.
sem, mentiras, por favor, senhor mestre das obras invisíveis
mas agora pra nessa meada retornar ao fio... (fiiiiu!)
restaurar essa cidade pré-fabricada...
se se esquece do que se vê
do que não se vê? Imagine.
hoje diante da já degredada maquete e sob pena de degredo
é com desagrado que desacato e, enfim, desabafo
já não acredito em muita coisa
faz parte de mim desacreditar
às vezes eu desejo ouvi-lo sorrir
talvez eu só precise mudar de lado
e dormir.
****
te encontro, com certeza
talvez num tempo da delicadeza.
às vezes eu desejo ouvi-lo gritar
sobre a cidade que poderíamos ter construído
com aquela cor-qualquer da aquarela que sonhávamos
juntando pedaços de matérias anti materiais
misturar lama dos manguezais
com a alma de nossos pais
num caldeirão de tudo que mereça perdão
onde extrairíamos a pureza das impurezas
- eu sei, até elas têm um lado santo
e ao redor entoaríamos canções de alvorada
sussurros, preces, partidos pagãos de um mundo alto
daí então continuaríamos montando nossas casas-de-palavras
passando a linha entre os buracos vazios de idéias
armando nossa teia desvelada
e nos munindo de comida
comida pra... mente.
sem, mentiras, por favor, senhor mestre das obras invisíveis
mas agora pra nessa meada retornar ao fio... (fiiiiu!)
restaurar essa cidade pré-fabricada...
se se esquece do que se vê
do que não se vê? Imagine.
hoje diante da já degredada maquete e sob pena de degredo
é com desagrado que desacato e, enfim, desabafo
já não acredito em muita coisa
faz parte de mim desacreditar
às vezes eu desejo ouvi-lo sorrir
talvez eu só precise mudar de lado
e dormir.
****
te encontro, com certeza
talvez num tempo da delicadeza.
Sexta-feira, Julho 07, 2006
do deserto
dá pra diminuir tudo.
eu tento não fazer isso.
dá pra diminuir tudo.
eu tento não fazer isso.