a caixa de pandora
Domingo, Maio 31, 2009
decidiu ir ao circo. queria só rir. mas os palhaços pareciam tão tristes que resolveu seguir o aroma que pululava, divertindo as narinas. pensou que pipoca e pernas balançando vai-e-vem a deixariam mais feliz. lá fora, quando os pés já bailavam no ar, encontrou com ele, que sentou displicentemente ao seu lado, como se sempre estivesse ali. não como um fantasma, mas um presente. ela o fitou, com todas as cores do arco íris, como se já houvesse um laço. ele retribuiu, e deu brilho a todas aquelas cores. estava nítido, então, que aquela conversa muda parecia ser o suficiente para que eles enxergassem um no outro as afinidades que os colocavam ali. no mundo.
estava certa sobre a pipoca, pensou. e não só(,) riu.
****
I let you down
let me pick you up
I let you down
let me climb up you to the top
so I can see the view from up there
tangled in your hair
I have no lid upon my head
but if I did
you could look inside and see
Whats on my mind
It's you
dave matthews
estava certa sobre a pipoca, pensou. e não só(,) riu.
****
I let you down
let me pick you up
I let you down
let me climb up you to the top
so I can see the view from up there
tangled in your hair
I have no lid upon my head
but if I did
you could look inside and see
Whats on my mind
It's you
dave matthews
posted by déa, 4:23 PM
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4:23 PM
Quinta-feira, Maio 21, 2009
leva essa canção de amor dançante
pra você lembrar de mim, seu coração lembrar de mim
na confusão do dia-a-dia, no sufoco de uma dúvida
na dor de qualquer coisa
é só tocar essa balada de suingue inabalável
que é oásis pro amor
eu vou dizendo na seqüência bem clichê
eu preciso de você
é força antiga do espírito
virando convivência de amizade apaixonada
sonho, sexo, paixão
vontade gêmea de ficar e não pensar em nada
planejando pra fazer acontecer
ou simplesmente refinando essa amizade
eu vou dizendo na seqüência bem clichê
eu preciso de você
mesmo que a gente se separe por uns tempos
ou quando você quiser lembrar de mim
toque a balada do amor inabalável
suingue de amor nesse planeta
mesmo que a gente se separe por uns tempos
ou quando você quiser lembrar de mim
toque a balada seja antes ou depois
eterna love song de nós dois
*porque essa letra é linda
pra você lembrar de mim, seu coração lembrar de mim
na confusão do dia-a-dia, no sufoco de uma dúvida
na dor de qualquer coisa
é só tocar essa balada de suingue inabalável
que é oásis pro amor
eu vou dizendo na seqüência bem clichê
eu preciso de você
é força antiga do espírito
virando convivência de amizade apaixonada
sonho, sexo, paixão
vontade gêmea de ficar e não pensar em nada
planejando pra fazer acontecer
ou simplesmente refinando essa amizade
eu vou dizendo na seqüência bem clichê
eu preciso de você
mesmo que a gente se separe por uns tempos
ou quando você quiser lembrar de mim
toque a balada do amor inabalável
suingue de amor nesse planeta
mesmo que a gente se separe por uns tempos
ou quando você quiser lembrar de mim
toque a balada seja antes ou depois
eterna love song de nós dois
*porque essa letra é linda
posted by déa, 8:20 PM
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8:20 PM
Domingo, Maio 03, 2009
(...)
- você tem um cigarro?
- estou tentando parar de fumar.
- eu também. mas queria uma coisa nas mãos agora.
- você tem uma coisa nas mãos agora.
- eu?
- eu.
- acho que estou voltando. usava saias coloridas, flores nos cabelos.
- minha trança chegava até a cintura. as pulseiras cobriam os braços.
- alguma coisa se perdeu.
- onde fomos? onde ficamos?
- alguma coisa se encontrou.
- e aqueles guizos?
- e aquelas fitas?
- o sol já foi embora.
- a estrada escureceu.
- mas navegamos.
- sim. onde está o norte?
- localiza o cruzeiro do sul. depois caminha na direção oposta.
- amanhã vou embora para paris.
- amanhã vou embora para natal.
- eu te mando um cartão de lá.
- eu te mando um cartão de lá.
- no meu cartão vai ter uma pedra suspensa sobre o mar.
- no meu não vai ter pedra, só mar. e uma palmeira debruçada.
- vou tomar chá de ayahuasca e ver você egípcia. parada do meu lado, olhando de perfil.
- vou tomar chá de datura e ver você tuaregue. perdido no deserto, ofuscado pelo sol.
- vamos nos ver?
- no teu chá. no meu chá.
- quando a noite chegar cedo e a neve cobrir as ruas, ficarei o dia inteiro na cama pensando em dormir com você.
- quando estiver muito quente, me dará uma moleza de balançar devagarinho na rede pensando em dormir com você.
- vou te escrever carta e não te mandar.
- vou tentar recompor teu rosto sem conseguir.
- vou ver júpiter e me lembrar de você.
- vou ver saturno e me lembrar de você.
- daqui a vinte anos voltarão a se encontrar.
- o tempo não existe.
- o tempo existe, sim, e devora.
- vou procurar teu cheiro no corpo de outra mulher. sem encontrar, porque terei esquecido. alfazema?
- alecrim. quando eu olhar a noite enorme do equador, pensarei se tudo isso foi um encontro ou uma despedida.
- e que uma palavra ou um gesto, seu ou meu, seria suficiente para modificar nossos roteiros.
- mas não seria natural.
- natural é as pessoas se encontrarem e se perderem.
- natural é encontrar. natural é perder.
- linhas paralelas se encontram no infinito.
- o infinito não acaba. o infinito é nunca.
- ou sempre.
- tudo isso é muito abstrato. está tocando "Kiss, kiss, kiss". por que você não me convida para dormirmos juntos.
- você quer dormir comigo?
- não.
- porque não é preciso?
- porque não é preciso.
- me beija.
- te beijo.
(...)
caio fernando abreu. tudo aqui.
- você tem um cigarro?
- estou tentando parar de fumar.
- eu também. mas queria uma coisa nas mãos agora.
- você tem uma coisa nas mãos agora.
- eu?
- eu.
- acho que estou voltando. usava saias coloridas, flores nos cabelos.
- minha trança chegava até a cintura. as pulseiras cobriam os braços.
- alguma coisa se perdeu.
- onde fomos? onde ficamos?
- alguma coisa se encontrou.
- e aqueles guizos?
- e aquelas fitas?
- o sol já foi embora.
- a estrada escureceu.
- mas navegamos.
- sim. onde está o norte?
- localiza o cruzeiro do sul. depois caminha na direção oposta.
- amanhã vou embora para paris.
- amanhã vou embora para natal.
- eu te mando um cartão de lá.
- eu te mando um cartão de lá.
- no meu cartão vai ter uma pedra suspensa sobre o mar.
- no meu não vai ter pedra, só mar. e uma palmeira debruçada.
- vou tomar chá de ayahuasca e ver você egípcia. parada do meu lado, olhando de perfil.
- vou tomar chá de datura e ver você tuaregue. perdido no deserto, ofuscado pelo sol.
- vamos nos ver?
- no teu chá. no meu chá.
- quando a noite chegar cedo e a neve cobrir as ruas, ficarei o dia inteiro na cama pensando em dormir com você.
- quando estiver muito quente, me dará uma moleza de balançar devagarinho na rede pensando em dormir com você.
- vou te escrever carta e não te mandar.
- vou tentar recompor teu rosto sem conseguir.
- vou ver júpiter e me lembrar de você.
- vou ver saturno e me lembrar de você.
- daqui a vinte anos voltarão a se encontrar.
- o tempo não existe.
- o tempo existe, sim, e devora.
- vou procurar teu cheiro no corpo de outra mulher. sem encontrar, porque terei esquecido. alfazema?
- alecrim. quando eu olhar a noite enorme do equador, pensarei se tudo isso foi um encontro ou uma despedida.
- e que uma palavra ou um gesto, seu ou meu, seria suficiente para modificar nossos roteiros.
- mas não seria natural.
- natural é as pessoas se encontrarem e se perderem.
- natural é encontrar. natural é perder.
- linhas paralelas se encontram no infinito.
- o infinito não acaba. o infinito é nunca.
- ou sempre.
- tudo isso é muito abstrato. está tocando "Kiss, kiss, kiss". por que você não me convida para dormirmos juntos.
- você quer dormir comigo?
- não.
- porque não é preciso?
- porque não é preciso.
- me beija.
- te beijo.
(...)
caio fernando abreu. tudo aqui.
posted by déa, 5:17 PM
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5:17 PM
Quinta-feira, Abril 30, 2009
achei você no meu jardim
você tem mãos
espalmadas
sente com a ponta
do dedo
aberto
no ar
todo o tempo
não sabe li dar
pela meta
de
pouco controla
o que vem lá
de dentro
passei a viver
num lugar onde tudo tem
sentido
intenso em
cores com
cheiros com
sons com
gostos com
você
que é a flor
da minha pele
*com que mentira abriste meu segredo
de que romance antigo me roubaste
com que raio de luz me iluminaste
quando eu estava bem, morta de medo
chico buarque
você tem mãos
espalmadas
sente com a ponta
do dedo
aberto
no ar
todo o tempo
não sabe li dar
pela meta
de
pouco controla
o que vem lá
de dentro
passei a viver
num lugar onde tudo tem
sentido
intenso em
cores com
cheiros com
sons com
gostos com
você
que é a flor
da minha pele
*com que mentira abriste meu segredo
de que romance antigo me roubaste
com que raio de luz me iluminaste
quando eu estava bem, morta de medo
chico buarque
posted by déa, 2:08 PM
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2:08 PM
Quarta-feira, Abril 08, 2009
o meio de todas as coisas
entre o fim do começo e o começo
do fim toda coisa tem uma massa
inerte feito ponte pela qual
passamos distraídos – ou não:
os astecas sentiam chegar o exato
momento do meio da vida – o meio
do meio da vida, o momento em que
o que já vivemos é exatamente
igual ao que ainda não vivemos
– e nesse momento preciso o mais
comum dos astecas sentia uma súbita
e inexplicável vontade de tomar um trem
mas como ainda não o tinham inventado
ele acabava por entristecer-se
(daí a tristeza, essa vontade de algo
que ainda não inventaram)
gregorio duvivier
entre o fim do começo e o começo
do fim toda coisa tem uma massa
inerte feito ponte pela qual
passamos distraídos – ou não:
os astecas sentiam chegar o exato
momento do meio da vida – o meio
do meio da vida, o momento em que
o que já vivemos é exatamente
igual ao que ainda não vivemos
– e nesse momento preciso o mais
comum dos astecas sentia uma súbita
e inexplicável vontade de tomar um trem
mas como ainda não o tinham inventado
ele acabava por entristecer-se
(daí a tristeza, essa vontade de algo
que ainda não inventaram)
gregorio duvivier
posted by déa, 11:29 PM
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11:29 PM
Sábado, Março 07, 2009
como criança
tanta gente chegando
saindo
chegando chegando
entre braços de abraços
falando silêncios
criando espaços
de repente
um corpo
inevitável na sala de casa
o céu chorou a noite inteira
e as lágrimas se juntaram
tanta gente chegando
saindo
chegando chegando
entre braços de abraços
falando silêncios
criando espaços
de repente
um corpo
inevitável na sala de casa
o céu chorou a noite inteira
e as lágrimas se juntaram
posted by déa, 3:15 PM
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3:15 PM
Terça-feira, Março 03, 2009
sobre os dias
o barulho do céu
é tão alto e nítido
como quando o ouvido
na barriga de alguém
e eu cada vez menor
quase o feto daquela
eu pequena
numa noite de clarões
euluz
no quarto insone
elétrica
raios!
nada do sol
e o começo demora tanto
que mais parece o fim
*ouça um bom conselho
que eu lhe dou de graça
inútil dormir que a dor não passa
espere sentado
ou você se cansa
está provado
quem espera nunca alcança
chico buarque
o barulho do céu
é tão alto e nítido
como quando o ouvido
na barriga de alguém
e eu cada vez menor
quase o feto daquela
eu pequena
numa noite de clarões
euluz
no quarto insone
elétrica
raios!
nada do sol
e o começo demora tanto
que mais parece o fim
*ouça um bom conselho
que eu lhe dou de graça
inútil dormir que a dor não passa
espere sentado
ou você se cansa
está provado
quem espera nunca alcança
chico buarque
posted by déa, 9:34 AM
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9:34 AM
Quinta-feira, Setembro 25, 2008
todos os sentidos tê/em sentido
tempo
para
mono/foto
grafia
tempo
para
mono/foto
grafia
posted by déa, 2:37 PM
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2:37 PM
Quinta-feira, Julho 24, 2008
perdoar e esquecer. é isso que dizem por aí. é um bom conselho, mas não muito prático.
quando alguém nos machuca, queremos machucá-lo de volta. quando erra conosco, queremos estar certos.
sem perdão, antigos placares nunca empatam, velhas feridas nunca fecham.
e o máximo que podemos fazer é esperar que um dia teremos sorte o suficiente para esquecer.
*grey's anatomy
quando alguém nos machuca, queremos machucá-lo de volta. quando erra conosco, queremos estar certos.
sem perdão, antigos placares nunca empatam, velhas feridas nunca fecham.
e o máximo que podemos fazer é esperar que um dia teremos sorte o suficiente para esquecer.
*grey's anatomy
posted by déa, 9:06 AM
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9:06 AM
Segunda-feira, Julho 14, 2008
layout da béa.
texto da déa
posted by déa, 4:27 PM
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4:27 PM
Quinta-feira, Junho 26, 2008
um lá(r)
sabia.
por isso andava pela casa com os braços esticados
a sustentar o peso, o clima
ou era o teto, a qualquer momento, sobre as cabeças
a reza, de repente, maldição
era pilar, sabia
concreta
cinza e silenciosa
mas presente
permanecia ali
evita-desabamento
parte do lar
ao léu
só ela, sabia
era capaz de abalar
as estruturas tendenciosas
daquele lá
*o pátio circular no bojo da casa abrigava um fícus, cuja copa emergia no alto da pirâmide frustada.
sucedeu que a casa, quando ficou pronta, começou a a abafar o fícus que, em contrapartida, solapava os alicerces com suas raízes.
o arquiteto e o paisagista foram convocados, trocaram acusações, e ficou patente que casa e fícus não conviveriam mais.
chico buarque
sabia.
por isso andava pela casa com os braços esticados
a sustentar o peso, o clima
ou era o teto, a qualquer momento, sobre as cabeças
a reza, de repente, maldição
era pilar, sabia
concreta
cinza e silenciosa
mas presente
permanecia ali
evita-desabamento
parte do lar
ao léu
só ela, sabia
era capaz de abalar
as estruturas tendenciosas
daquele lá
*o pátio circular no bojo da casa abrigava um fícus, cuja copa emergia no alto da pirâmide frustada.
sucedeu que a casa, quando ficou pronta, começou a a abafar o fícus que, em contrapartida, solapava os alicerces com suas raízes.
o arquiteto e o paisagista foram convocados, trocaram acusações, e ficou patente que casa e fícus não conviveriam mais.
chico buarque
posted by déa, 1:28 AM
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1:28 AM
Sexta-feira, Junho 13, 2008
nada de perfume
só presença
lá fora sou estrela
dentro fico só
rodando
não quero sentar
e em pé não sei onde
repousar as mãos
como mover o corpo
sei que está aqui
mas não vejo pelos
corredores escuros
intercalados por foco
e luz estourada
cadente
sou brilho apagado
na noite escura de mim
*que sonho é esse de que não se sai
e em que se vai trocando as pernas
e se cai e se levanta noutro sonho
só presença
lá fora sou estrela
dentro fico só
rodando
não quero sentar
e em pé não sei onde
repousar as mãos
como mover o corpo
sei que está aqui
mas não vejo pelos
corredores escuros
intercalados por foco
e luz estourada
cadente
sou brilho apagado
na noite escura de mim
*que sonho é esse de que não se sai
e em que se vai trocando as pernas
e se cai e se levanta noutro sonho
posted by déa, 10:59 AM
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10:59 AM
Quarta-feira, Junho 04, 2008
arte em mosaico
narrativa requerida
pedaços de muitos
mescla tipos e tintas
trançados de miçangas
veste turqueza
a zul luz
Ilu mina o rosto
umapa
caminhos de cor
flores naturais
abertas sem dor
desabrochadas
em papel-país
*sonhos são sonhos
narrativa requerida
pedaços de muitos
mescla tipos e tintas
trançados de miçangas
veste turqueza
a zul luz
Ilu mina o rosto
umapa
caminhos de cor
flores naturais
abertas sem dor
desabrochadas
em papel-país
*sonhos são sonhos
posted by déa, 3:17 PM
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3:17 PM
Sexta-feira, Maio 16, 2008
wednesday morning at five o'clock
as the day begins
silently closing her bedroom door
leaving the note that she hoped would say more
she goes downstairs to the kitchen
clutching her handkerchief
quietly turning the back door key
stepping outside she is free
she's leaving home after living alone
for so many years
as the day begins
silently closing her bedroom door
leaving the note that she hoped would say more
she goes downstairs to the kitchen
clutching her handkerchief
quietly turning the back door key
stepping outside she is free
she's leaving home after living alone
for so many years
posted by déa, 9:53 PM
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9:53 PM
Quarta-feira, Maio 14, 2008
nove
é o tempo que (me) leva
para nascer
assim sinto
há sim
assinto
há cinto
a sinto
a vida
ávida
em nós
dois
é o tempo que (me) leva
para nascer
assim sinto
há sim
assinto
há cinto
a sinto
a vida
ávida
em nós
dois
posted by déa, 2:55 PM
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2:55 PM