a caixa de pandora
Quarta-feira, Janeiro 05, 2011
de tudo quanto
a casa ainda não tá do jeito que eu quero, mas tô de mudança:
detudoquanto.wordpress.com
a casa ainda não tá do jeito que eu quero, mas tô de mudança:
detudoquanto.wordpress.com
posted by déa, 3:22 PM
| |
3:22 PM
Quarta-feira, Novembro 17, 2010
mãos, voz e um coração
meu deus, tanta coisa que eu sei e nem devia.
mas elas vem até mim, mesmo sem eu pedir.
às vezes não sei o que fazer com tudo isso que tenho nas mãos.
*porque nada há de escondido que não venha à luz, nada de secreto que não se venha a saber.
meu deus, tanta coisa que eu sei e nem devia.
mas elas vem até mim, mesmo sem eu pedir.
às vezes não sei o que fazer com tudo isso que tenho nas mãos.
*porque nada há de escondido que não venha à luz, nada de secreto que não se venha a saber.
posted by déa, 12:35 AM
| |
12:35 AM
Quinta-feira, Novembro 11, 2010
quem poderia imaginar
que teria o mesmo destino
a mesma idade
e vontade intensa
em direções opostas
vida dividida
não ela
romântica incorrigível
quando os olhos brilham
falha como vidente
sempre crente
que será diferente
e assim sentia
mas não tardou veio o dia
sem ilusão nem nostalgia
não adianta o existido
depois fica como se
não tivesse sido
de coração partido
parte pra outra
outro caminho
novo carinho
sem acreditar
demora a abrir os braços
cair no abraço
inspirar um começo
esperando o sim
ao invés
(expira)
o fim.
*o que ela quer é tão simples. só que ela não é desse mundo.
cris guerra
que teria o mesmo destino
a mesma idade
e vontade intensa
em direções opostas
vida dividida
não ela
romântica incorrigível
quando os olhos brilham
falha como vidente
sempre crente
que será diferente
e assim sentia
mas não tardou veio o dia
sem ilusão nem nostalgia
não adianta o existido
depois fica como se
não tivesse sido
de coração partido
parte pra outra
outro caminho
novo carinho
sem acreditar
demora a abrir os braços
cair no abraço
inspirar um começo
esperando o sim
ao invés
(expira)
o fim.
*o que ela quer é tão simples. só que ela não é desse mundo.
cris guerra
posted by déa, 12:43 AM
| |
12:43 AM
Sábado, Outubro 09, 2010
últimas do caderninho
quando é verdadeiro não desiste.
o amor é paciente, é benfazejo; não é invejoso, não é presunçoso nem se incha de orgulho; não faz nada de vergonhoso, não é interesseiro nem se encoleriza, não leva em conta o mal sofrido; não se alegra com a injustiça, mas fica alegre com a verdade.
****
dá liberdade para que o outro queira estar cada vez mais perto.
eu te amo com amor de eternidade; por isso, guardo por ti tanta ternura! vou reconstruir-te, serás restaurada (...) de novo pegarás o pandeiro e sairás dançando alegremente. de novo plantarás vinhedos (...) e os mesmos que plantarem eles mesmos colherão.
****
sempre vale a pena.
vosso adorno não consiste nas coisas externas, mas na personalidade que se esconde no vosso coração, marcada pela estabilidade de um espírito suave e sereno.
quando é verdadeiro não desiste.
o amor é paciente, é benfazejo; não é invejoso, não é presunçoso nem se incha de orgulho; não faz nada de vergonhoso, não é interesseiro nem se encoleriza, não leva em conta o mal sofrido; não se alegra com a injustiça, mas fica alegre com a verdade.
****
dá liberdade para que o outro queira estar cada vez mais perto.
eu te amo com amor de eternidade; por isso, guardo por ti tanta ternura! vou reconstruir-te, serás restaurada (...) de novo pegarás o pandeiro e sairás dançando alegremente. de novo plantarás vinhedos (...) e os mesmos que plantarem eles mesmos colherão.
****
sempre vale a pena.
vosso adorno não consiste nas coisas externas, mas na personalidade que se esconde no vosso coração, marcada pela estabilidade de um espírito suave e sereno.
posted by déa, 5:00 PM
| |
5:00 PM
Sexta-feira, Outubro 01, 2010
noite clara
nada como uma boa música e um banho a meia luz no fim desse dia
que só está começando
já sinto o cheiro bom de café que vem da cozinha
nada como uma boa música e um banho a meia luz no fim desse dia
que só está começando
já sinto o cheiro bom de café que vem da cozinha
posted by déa, 6:23 PM
| |
6:23 PM
Quarta-feira, Setembro 22, 2010
nossa senhora do térreo
na entrada do meu prédio tem uma nossa senhora. adoro observar as pessoas que passam falarem com ela. quando vejo alguém já fico na expectativa. cada um tem seu jeito de pedir a benção. uns pegam na sua mãozinha pequena, outros na sua cabeça. há também quem faça uma pequena reverência ou jogue um beijo, muá! já fui surpreendida por cada figura falando com ela, que só vendo! marmanjo, criança, vovô. e me comove, acho lindo, sabe? outro dia tava entrando tão animada que tasquei um abraço nela! às vezes quando estou indo pro subsolo e o elevador abre no térreo dou um tchauzinho. quando isso acontece quase sempre nem tem ninguém pra entrar e eu penso que a porta abriu ali só mesmo para que eu pudesse vê-la.
e ela fica lá, maria. recebendo quem passa, toda cheia de graça.
na entrada do meu prédio tem uma nossa senhora. adoro observar as pessoas que passam falarem com ela. quando vejo alguém já fico na expectativa. cada um tem seu jeito de pedir a benção. uns pegam na sua mãozinha pequena, outros na sua cabeça. há também quem faça uma pequena reverência ou jogue um beijo, muá! já fui surpreendida por cada figura falando com ela, que só vendo! marmanjo, criança, vovô. e me comove, acho lindo, sabe? outro dia tava entrando tão animada que tasquei um abraço nela! às vezes quando estou indo pro subsolo e o elevador abre no térreo dou um tchauzinho. quando isso acontece quase sempre nem tem ninguém pra entrar e eu penso que a porta abriu ali só mesmo para que eu pudesse vê-la.
e ela fica lá, maria. recebendo quem passa, toda cheia de graça.
posted by déa, 4:46 PM
| |
4:46 PM
Quinta-feira, Setembro 02, 2010
tão lindo, tão simples
era poeta mas largou o ofício
seus versos fluiam no correr dos dias
faziam sorrir o olhar atento
com tons e delicadeza
enfeitava a vida que dividia
com sua flor
a bendita do jardim
se entregava com palavras
nas mãos, no laço
e selava com a boca seu amor
brisa leve, suave
hoje já não escreve
mas ainda inspira
só que se perde, expira
não sabe, mas acredita
ainda há de sentir de novo
o frescor de um ar
carregado de perfume
para voltar a respirar poesia
e deixar de lado a fantasia
*nem sempre é fácil ser portador de um olhar raro. é mais fácil integrar a multidão e suas soluções simplórias.
fabio de melo
era poeta mas largou o ofício
seus versos fluiam no correr dos dias
faziam sorrir o olhar atento
com tons e delicadeza
enfeitava a vida que dividia
com sua flor
a bendita do jardim
se entregava com palavras
nas mãos, no laço
e selava com a boca seu amor
brisa leve, suave
hoje já não escreve
mas ainda inspira
só que se perde, expira
não sabe, mas acredita
ainda há de sentir de novo
o frescor de um ar
carregado de perfume
para voltar a respirar poesia
e deixar de lado a fantasia
*nem sempre é fácil ser portador de um olhar raro. é mais fácil integrar a multidão e suas soluções simplórias.
fabio de melo
posted by déa, 10:40 PM
| |
10:40 PM
Sexta-feira, Agosto 20, 2010
azuis
tava azul claro ainda quando nós encontramos. entramos numa sala que mais parecia um pedaço do velho mundo na terra do sol. não é todo dia se vê ao vivo tanta beleza. o que é lindo, pois o dia se transforma, deixa de ser um qualquer e se enche de graça. seguimos para uma salinha pequena, mas tão rica. passeamos pelas páginas, largamos o corpo no pufe e nos percebemos sedentos. e a gente achando que é novidade o que já se fazia há quase 100 anos... bobinhos.
apareceu uma gente que dança, toda diferente e bonita. cheia de projetos, já em cena e sempre buscando mais.
o azul já era pra lá de anil e tudo não terminaria no café com leite. apesar de não existir um fim de tarde mais gostoso do que o regado a café com leite. lápis-de-cor, pratos e xícaras espalhados. e muitas palavras derramadas sobre a mesa.
o cartaz agradou e pensamos por que não? brilhamos na escuridão com arrepios, risadas e palmas silenciosas. porque sempre sentimos vontade de bater palmas no cinema.
já não precisávamos de mais nada além de um banco de madeira, pra falar o que de nós transborda. o tudo que é uma coisa só. através dos seus olhos, uma compreensão como um lampejo. sua verdade era a minha também.
o céu já era todo escuridão quando fomos embora. mas por dentro era tudo azul.
*tenho em mim todos os sonhos do mundo
álvaro de campos
tava azul claro ainda quando nós encontramos. entramos numa sala que mais parecia um pedaço do velho mundo na terra do sol. não é todo dia se vê ao vivo tanta beleza. o que é lindo, pois o dia se transforma, deixa de ser um qualquer e se enche de graça. seguimos para uma salinha pequena, mas tão rica. passeamos pelas páginas, largamos o corpo no pufe e nos percebemos sedentos. e a gente achando que é novidade o que já se fazia há quase 100 anos... bobinhos.
apareceu uma gente que dança, toda diferente e bonita. cheia de projetos, já em cena e sempre buscando mais.
o azul já era pra lá de anil e tudo não terminaria no café com leite. apesar de não existir um fim de tarde mais gostoso do que o regado a café com leite. lápis-de-cor, pratos e xícaras espalhados. e muitas palavras derramadas sobre a mesa.
o cartaz agradou e pensamos por que não? brilhamos na escuridão com arrepios, risadas e palmas silenciosas. porque sempre sentimos vontade de bater palmas no cinema.
já não precisávamos de mais nada além de um banco de madeira, pra falar o que de nós transborda. o tudo que é uma coisa só. através dos seus olhos, uma compreensão como um lampejo. sua verdade era a minha também.
o céu já era todo escuridão quando fomos embora. mas por dentro era tudo azul.
*tenho em mim todos os sonhos do mundo
álvaro de campos
posted by déa, 4:11 PM
| |
4:11 PM
Segunda-feira, Agosto 16, 2010
fóóón
daqui de casa dá pra ouvir o trem
lá longe o barulho demorado que faz
imito o barulho e digo "o trem!"
mesmo quando não tem ninguém
o mesmo acontece com o bem-te-vi
consigo logo distinguir
o ouvido atento aprende
e toda vez que surge o som
acende na mente uma luzinha (plim!)
deve ser assim quando um filho
chama “mãe!” na multidão
há vozes que são filhas queridas pra mim
daqui de casa dá pra ouvir o trem
lá longe o barulho demorado que faz
imito o barulho e digo "o trem!"
mesmo quando não tem ninguém
o mesmo acontece com o bem-te-vi
consigo logo distinguir
o ouvido atento aprende
e toda vez que surge o som
acende na mente uma luzinha (plim!)
deve ser assim quando um filho
chama “mãe!” na multidão
há vozes que são filhas queridas pra mim
posted by déa, 1:46 PM
| |
1:46 PM
Domingo, Agosto 08, 2010
segura na minha mão
eu caminho com você
mas agora vai ser
tudo bem
devagar
e no momento certo ele chegou. quando minhas mãos pairavam no ar, fez o que sentia. estavam todos assim, de mãos dadas. e ele me escolheu, me acolheu em suas mãos. e eu fiquei ali, toda querida, só de estar nas mãos dele.
****
o meu amor sai de trem por aí
e vai vagando degavar para ver quem chegou
o meu amor corre devagar, anda no seu tempo
que passa de vez em vento
olho no olho
e flor no jardim
vem, vai, vem mais
tulipa ruiz
eu caminho com você
mas agora vai ser
tudo bem
devagar
e no momento certo ele chegou. quando minhas mãos pairavam no ar, fez o que sentia. estavam todos assim, de mãos dadas. e ele me escolheu, me acolheu em suas mãos. e eu fiquei ali, toda querida, só de estar nas mãos dele.
****
o meu amor sai de trem por aí
e vai vagando degavar para ver quem chegou
o meu amor corre devagar, anda no seu tempo
que passa de vez em vento
olho no olho
e flor no jardim
vem, vai, vem mais
tulipa ruiz
posted by déa, 12:28 AM
| |
12:28 AM
Terça-feira, Agosto 03, 2010
quem mata o amor morre um pouquinho também.
(do léo)
disse que amor, quando é verdadeiro, nunca morre. e se morre é de morte matada, não de morte morrida. por isso quando temos que matar aquilo que é verdade em nós, um pedacinho da gente se vai também. pois o amor é inerente. o amor é o que somos.
o amor que é verdadeiro tem obrigação de ser eterno, porque, se em algum tempo deixou de ser, nunca foi amor. notável dizer! em todas as outras coisas o deixar de ser é sinal de que já foram; no amor o deixar de ser é sinal de nunca ter sido. deixou de ser? pois nunca foi. deixastes de amar? pois nunca amastes. o amor que não é de todo o tempo, e de todos os tempos, não é amor, nem foi, porque se chegou a ter fim, nunca teve princípio. é como a eternidade, que se, por impossível, tivera fim, não teria sido eternidade.
(do antônio vieira)
(do léo)
disse que amor, quando é verdadeiro, nunca morre. e se morre é de morte matada, não de morte morrida. por isso quando temos que matar aquilo que é verdade em nós, um pedacinho da gente se vai também. pois o amor é inerente. o amor é o que somos.
o amor que é verdadeiro tem obrigação de ser eterno, porque, se em algum tempo deixou de ser, nunca foi amor. notável dizer! em todas as outras coisas o deixar de ser é sinal de que já foram; no amor o deixar de ser é sinal de nunca ter sido. deixou de ser? pois nunca foi. deixastes de amar? pois nunca amastes. o amor que não é de todo o tempo, e de todos os tempos, não é amor, nem foi, porque se chegou a ter fim, nunca teve princípio. é como a eternidade, que se, por impossível, tivera fim, não teria sido eternidade.
(do antônio vieira)
posted by déa, 4:23 PM
| |
4:23 PM
Segunda-feira, Julho 12, 2010
o ponto
venho de um mar revolto que não me dava descanso, um gosto de sal na garganta e uma sede, em meio a tanta água. venho cansada da luta. e a minha sede era de água e paz.
eu não procurava um pouso porque já tinha o meu próprio – que pode não ser macio nem mágico, mas tem o meu cheiro. eu procurava o que não sei. procurava parar de procurar. e já vinha desacelerando a busca, numa desistência doce.
era a paz que eu procurava. a paz que me sorri bem puro. a paz que não é tédio. que dá colo pra descansar, mas também é capaz de surpreender e fazer o coração bater forte, a circulação aumentar, o corpo se sentir vivo. a paz que atormenta. paz que é um ponto.
que é chegar em casa sorrindo. uma insônia boa. certeza que não mata. saudade que revela. que é quando a imperfeição encontra lugar confortável em nós. é sentir no outro uma semelhança macia. saber um pouco do que vai no outro, sem saber quem é o outro.
estou apaixonada por uma tempestade suave em mim.
cris guerra
venho de um mar revolto que não me dava descanso, um gosto de sal na garganta e uma sede, em meio a tanta água. venho cansada da luta. e a minha sede era de água e paz.
eu não procurava um pouso porque já tinha o meu próprio – que pode não ser macio nem mágico, mas tem o meu cheiro. eu procurava o que não sei. procurava parar de procurar. e já vinha desacelerando a busca, numa desistência doce.
era a paz que eu procurava. a paz que me sorri bem puro. a paz que não é tédio. que dá colo pra descansar, mas também é capaz de surpreender e fazer o coração bater forte, a circulação aumentar, o corpo se sentir vivo. a paz que atormenta. paz que é um ponto.
que é chegar em casa sorrindo. uma insônia boa. certeza que não mata. saudade que revela. que é quando a imperfeição encontra lugar confortável em nós. é sentir no outro uma semelhança macia. saber um pouco do que vai no outro, sem saber quem é o outro.
estou apaixonada por uma tempestade suave em mim.
cris guerra
posted by déa, 9:24 AM
| |
9:24 AM
Sexta-feira, Julho 09, 2010
no abraço
gosto de jogar meu corpo
me entregar no gesto
deixar recair meu peso
retirando devagar a sola dos pés do chão
até quase não encostar
e o outro já não mais aguentar tanta confiança
e sorrir ou reclamar
é meu jeito de me abandonar
pra me dar um pouquinho
a quem eu precisar
*porque meu jugo é suave e meu peso é leve
gosto de jogar meu corpo
me entregar no gesto
deixar recair meu peso
retirando devagar a sola dos pés do chão
até quase não encostar
e o outro já não mais aguentar tanta confiança
e sorrir ou reclamar
é meu jeito de me abandonar
pra me dar um pouquinho
a quem eu precisar
*porque meu jugo é suave e meu peso é leve
posted by déa, 9:27 AM
| |
9:27 AM
Terça-feira, Julho 06, 2010
firmeza e serenidade
combinação bonita de se (vi)ver
combinação bonita de se (vi)ver
posted by déa, 10:04 AM
| |
10:04 AM
Quinta-feira, Junho 24, 2010
coloquei meu vestidinho vermelho e quis viajar no tempo. me deleitei com tudo de bom já vivido. tanta, tanta coisa, que deu vontade de deitar no sofá com pipoca e tudo, pra ver passar na televisão. depois quis passear mais lá pra frente, mas pra minha surpresa nada encontrei. foi então que percebi que o que está por vir não está resolvido ainda. depende das tais escolhas, essas que estou fazendo agora. a construção do que ainda vai chegar é hoje. então melhor mesmo é aproveitar meu vestidinho para saborear o tempo de agora. guiada pela esperança dos dias bonitos que se revelam a cada instante.
*cuidado por onde andas, é sobre meus sonhos que caminhas
carlos drummond de andrade
*cuidado por onde andas, é sobre meus sonhos que caminhas
carlos drummond de andrade
posted by déa, 11:01 AM
| |
11:01 AM